Você abre a calculadora, pesquisa "quanto custa Google Ads" e encontra 30 respostas diferentes. Vou te dar a resposta direta, com números reais de contas que eu mesmo rodo em SP. CPC por especialidade, investimento mínimo que dá resultado, honorários de gestão e os custos ocultos que ninguém te conta.
Google Ads pra clínica médica em SP não é caro. É caro quando você investe errado. Eu vejo médico colocar R$500 no mês, não vender nada, e concluir que "Google Ads não funciona pra médico". Funciona. Mas tem regra de bolso, piso mínimo e um custo por clique (CPC) que precisa entrar na sua conta antes de apertar o botão.
Esse post é pra você que está decidindo se vale a pena. Vou mostrar quanto custa o clique por especialidade, qual o piso mínimo de investimento que faz sentido, quanto cobra pra gerir (eu, agência, freelancer), quais custos você não viu no orçamento, e como calcular se isso paga. Sem prometer nada — gestão de Google Ads para clínicas médicas séria nunca promete resultado, e a Resolução CFM 2.336/2023 também não deixa.
Todos os números desse post são médias observadas em contas reais de clínicas em São Paulo nos últimos 18 meses. Variam por mês, por região, por concorrência. Use como ordem de grandeza, não como preço tabelado.
O Google Ads funciona por leilão. Cada clique tem um preço, e esse preço depende de três coisas: concorrência pela palavra, qualidade do anúncio e qualidade da landing page. Quanto mais médico anunciando a mesma palavra no mesmo bairro, mais caro fica o clique. Por isso "dermatologista" é mais caro que "pneumologista": tem mais gente brigando pelo mesmo paciente.
Abaixo, a média de CPC que eu vejo rodando campanhas em SP. Não é tabela oficial do Google — é o que acontece na prática, em conta real, com campanhas bem estruturadas.
| Especialidade | CPC médio (R$) | Palavras mais caras |
|---|---|---|
| Dermatologia | R$ 8 — R$ 25 | botox, preenchimento, laser |
| Cirurgia plástica | R$ 12 — R$ 30 | rinoplastia, lipo, abdômen |
| Gastroenterologia | R$ 3 — R$ 8 | endoscopia, colonoscopia |
| Ortopedia | R$ 4 — R$ 10 | joelho, coluna, ombro |
| Ginecologia | R$ 4 — R$ 9 | reposição hormonal, DIU |
| Cardiologia | R$ 5 — R$ 12 | check-up, arritmia |
| Oftalmologia | R$ 6 — R$ 14 | cirurgia refrativa, catarata |
| Clínico geral | R$ 2 — R$ 6 | check-up executivo |
| Psiquiatria | R$ 6 — R$ 15 | ansiedade, depressão |
Traduzindo: se você é dermatologista em Moema e seu CPC médio é R$15, cada R$1.500 investidos compram 100 cliques. Desses, numa landing page decente, 6 a 10 viram contato (agendamento ou WhatsApp). Desses contatos, 40-60% costumam agendar. É essa conta que você precisa olhar — não o CPC isolado.
Existe um piso. Abaixo dele, não é economia — é desperdício. E esse piso varia por especialidade.
Mínimo R$2.500 a R$3.000/mês em mídia. CPC alto, concorrência feroz em bairros nobres (Jardins, Itaim, Moema, Vila Olímpia). Com menos que isso, você entra no leilão e não tem verba pra manter consistência durante o mês todo. Clínica fechada 10 dias do mês porque verba acabou é pior que não ter campanha.
Mínimo R$1.500 a R$2.000/mês em mídia. CPC mais baixo, concorrência moderada. Dá pra rodar uma campanha saudável, com 80-120 cliques úteis por mês, e gerar entre 6 e 15 agendamentos dependendo da taxa de conversão da página.
Mínimo R$1.200 a R$1.500/mês. CPC barato, mas volume grande de buscas. Funciona bem com campanhas locais num raio de 5-7km. O risco aqui é ticket baixo — consulta a R$250-350, precisa de volume pra fechar a conta.
Google Ads precisa de dados pra otimizar. Toda campanha começa burra — ela testa combinações de palavras, horários, regiões, públicos. Com verba baixa, o algoritmo nunca sai da fase de aprendizado. Você paga por cliques ruins os dois primeiros meses e desiste antes da campanha maturar.
Além disso, o Google tem um limite chamado "impression share lost due to budget". Se você tem verba pra aparecer em 20% das buscas relevantes, está entregando 80% dos seus pacientes pros concorrentes. Investimento abaixo do piso te coloca nessa situação.
A verba de mídia é só metade da história. Alguém precisa configurar, otimizar e monitorar. Abaixo, as três opções e o que esperar de cada uma.
Cobra entre R$1.500 e R$4.000/mês, ou percentual de 15-20% da verba. Pros: estrutura, backup, processo. Contras: raramente o gerente de conta entende de saúde. Normalmente você não fala com quem roda a campanha. Rotatividade alta, então seu analista troca a cada 6 meses. E contratos de 12 meses são padrão — você fica preso.
Cobra R$800 a R$1.500/mês. Pros: barato. Contras: não conhece CFM Resolução 2.336/2023, usa criativos com "antes e depois" que violam publicidade médica, cria campanha igual pra pet shop e pra urologista. Se o CRM bater na sua porta, a responsabilidade é sua, não dele.
Cobra entre R$2.000 e R$3.500/mês. Atende poucos clientes — normalmente 10-15 clínicas simultâneas — e conhece o setor. Entende o que pode e o que não pode falar em anúncio médico, sabe qual landing page converte pra qual especialidade, e atende sem intermediário. É o modelo que eu rodo, e o que recomendo pra maioria dos médicos que atendo.
Somando mídia + gestão, uma campanha saudável para dermatologista em SP custa entre R$4.500 e R$7.000 por mês. Pra gastro, gineco ou cardio, entre R$3.500 e R$5.000. Pra clínico geral, entre R$2.700 e R$4.000. Esses são os números honestos.
Quando alguém te diz "investe R$2.000 em Google Ads", esqueceu de três coisas que são obrigatórias pra campanha funcionar:
Mandar tráfego pago pro site institucional da clínica é queimar dinheiro. Landing page é uma página única, desenhada pra converter visitante em agendamento. Tem foco em uma especialidade, uma oferta, um CTA. A diferença entre uma landing bem feita e o site genérico é dobrar (ou triplicar) a taxa de conversão. Se você precisa de site otimizado para clínica médica, considere essa parte do orçamento de entrada.
Sem isso, você não sabe quais anúncios geram agendamento. Vai otimizar no escuro. Configuração inclui: Google Tag Manager, Google Analytics 4, eventos de clique no WhatsApp, eventos de envio de formulário, e evento de ligação telefônica. É um setup único, depois só ajusta.
Do tráfego que chega na sua página, só 5-10% agenda na primeira visita. Os outros 90% somem. Remarketing traz esse pessoal de volta via anúncio no YouTube, Display e Gmail, por centavos de real. É o que amarra a campanha toda. Sem isso, você só tem a ponta do iceberg.
Caso real, anonimizado. Dermatologista, consultório próprio em Moema, consulta particular R$500, ticket médio de tratamento R$2.800 (considerando que parte dos pacientes fecha procedimento além da consulta).
Mídia: R$3.000. Gestão: R$2.500. Setup de landing + tag manager: R$2.500 (único). Total do primeiro mês: R$8.000.
200 cliques úteis. 14 agendamentos (7% de conversão na landing). 9 consultas realizadas (no-show de 35%). Desses 9, 3 fecharam procedimento. Faturamento: 9 × R$500 + 3 × R$2.300 extras = R$11.400. Payback no primeiro mês, com campanha ainda em aprendizado.
Mídia: R$3.000. Gestão: R$2.500. Custo mensal: R$5.500. 18 agendamentos, 13 consultas, 5 fecharam procedimento. Faturamento: R$18.000. ROI de 3,2x na mídia + gestão.
Não é sempre assim. Tem especialidade que demora 3 meses pra estabilizar. Tem mês de virada de ano que cai metade do volume. Mas esse é o padrão que eu vejo em clínicas com setup bem feito e verba no piso mínimo.
Se você é dermatologista e quer entender marketing específico pra sua especialidade, dá pra calcular o ROI estimado em 10 minutos de conversa.
Todo mês alguém me pergunta se é melhor investir em Google Ads ou em SEO para clínica médica. Resposta curta: os dois. Ads paga no primeiro mês. SEO constrói patrimônio digital pra 2-3 anos. Quem só faz Ads, nunca para de pagar. Quem só faz SEO, espera 6 meses pra ver o primeiro paciente.
O ideal é destinar 70% do orçamento pra Ads nos primeiros 4-6 meses (resultado imediato) e começar o SEO em paralelo. Depois vai invertendo o mix à medida que o orgânico começa a trazer tráfego. Essa é a conta que eu faço com todo médico que contrata consultoria.
Em SP, o mínimo que funciona de verdade fica entre R$1.500 e R$3.000 por mês em mídia, dependendo da especialidade. Abaixo de R$1.500 a conta não fecha — o CPC das palavras médicas é alto demais pra gerar volume com verba pequena, e o Google não tem dados suficientes pra otimizar as campanhas.
O CPC para dermatologistas em SP varia de R$8 a R$25 por clique. Termos como "botox" e "harmonização facial" chegam em R$20-30. Buscas institucionais como "dermatologista particular" ficam em R$8-15. Estética e laser são os mais caros.
Agências cobram R$1.500-4.000/mês e costumam escalar o atendimento — você fala com gerente de conta, não com quem roda. Consultor especializado em saúde atende menos clientes, conhece CFM e landing pages médicas, e é um único ponto de contato. Freelancer genérico é mais barato, mas raramente entende das regras de publicidade médica.
Sim. Landing page otimizada (R$1.500-4.000 único), configuração de tag manager e conversões (R$500-1.500), e estrutura de remarketing. Esses custos são pagos uma vez ou esporadicamente, mas precisam entrar no orçamento do primeiro mês, ou a campanha fica capenga.
Depende do ticket médio. Dermatologista com consulta R$500 e ticket médio de tratamento R$2.500 costuma ter payback no primeiro mês. Clínico geral com consulta R$300 e pouco procedimento, 2-3 meses de maturação. Google Ads para médico raramente é prejuízo se for gerido por quem entende — a conta só não fecha com verba abaixo do piso ou sem landing page.
Pode, respeitando a Resolução CFM 2.336/2023. Nada de "antes e depois", nada de promessa de resultado, nada de autopromoção sensacionalista. Pode divulgar que você atende, a técnica utilizada, e informações institucionais. Um bom gestor de Ads médico conhece essas regras e te protege de dor de cabeça com o conselho.
Me manda uma mensagem. Eu olho sua especialidade, sua região e seu ticket médio, e te digo se o investimento paga — antes de você colocar R$1 em mídia.